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APAF manifesta confiança nos árbitros da final da Taça da Liga

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) mostrou hoje total confiança na equipa de arbitragem que dirigirá o jogo de sábado entre FC Porto e Sporting, da final da Taça da Liga de futebol.

Luciano Gonçalves transmitiu essa opinião no final na primeira edição do Laboratório de Arbitragem 2020, que juntou num debate, em Braga, vários elementos ligados ao setor, acreditando que os juízes designados para a final da competição, cujos nomes ainda não foram divulgados, estarão imunes às recentes polémicas.

“Iremos ter uma equipa de arbitragem focada em trabalhar para fazer o seu melhor, estando abstraída de todo este clima que em temos estado envolvidos nos últimos dias, e querendo contribuir para um grande jogo, com três grandes equipas, que é o que querem todos os apaixonados do futebol”, disse o líder da APAF.

O dirigente falou ainda de Fábio Veríssimo e Manuel Oliveira, cujas atuações nos jogos das meias-finais da competição mereceram muitas críticas de Benfica e Sporting de Braga, equipas que foram derrotadas pelo FC Porto e Sporting, respetivamente, garantindo que os dois juízes “estão bem”.

“São dois grandes árbitros, referências da sua geração, que nos enchem de orgulho, mas, naturalmente, não podem ficar satisfeitos com o ambiente que está a ser criado em volta da arbitragem. Querem já chegar ao próximo jogo para fazerem o seu melhor trabalho e errar cada vez menos”, observou Luciano Gonçalves.

O presidente da APAF lamentou que se esteja a criar “um clima de suspeição” sobre a arbitragem, pedindo, sobretudo aos vários agentes desportivos, mais contenção para que se possa “valorizar o futebol português”.

“Um treinador deve estar focado em treinar, um presidente em gerir e o arbitro em arbitrar. Se todos fizerem isso teremos um futebol melhor. Infelizmente, há algum tempo que tudo serve para alimentar polémicas, com comunicações que não são feitas para melhorar, mas sim para justificar situações internas”, completou o dirigente.

Luciano Gonçalves considerou, ainda, que este clima pode vir a pôr em causa o futuro da arbitragem em Portugal: “Também a arbitragem de base sofre com isso e preocupa-nos que comportamentos de certos agentes destruam a arbitragem na sua base e que tal condicione [a possibilidade de] termos bons árbitros de topo no futuro”, vincou.

Ainda sobre as polémicas, o presidente da APAF comentou recentes declarações de José Mendes, secretário de Estado da Mobilidade e ex-presidente da Assembleia Geral da Liga, que garantiu que não vai marcar presença na final de sábado, dizendo que ficou “esclarecido e envergonhado” após os jogos das meias-finais.

“Só costumo valorizar as pessoas quando o merecem. A esse senhor e a alguns presidentes de associações que têm árbitros sob as suas chefias e que também fizeram esse tipo de comentários, digo-lhes, apenas, que se estivessem a desempenhar as funções para que foram eleitos, certamente teríamos uma política e um desporto melhor”, afirmou Luciano Gonçalves.

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