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Dakar: Melhor português nas motas foi o piloto de Barcelos Joaquim Rodrigues Jr.

Foto: Facebook de Joaquim Rodrigues Jr.

Ao todo, 10 portugueses cruzaram a meta na última etapa do Dakar2019, em Lima, no Peru. O barcelense Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) foi o melhor dos motards lusos, com o 17.º posto final, a 5:21.19 horas do vencedor, o australiano Toby Price.

“Para mim, foi um Dakar complicado desde o início. Passar no local onde sofri o acidente em 2018 foi uma etapa difícil de fazer. No segundo dia comecei a sofrer problemas na bomba de gasolina. Por isso, a primeira semana não foi das melhores, mas consegui trazer a mota sempre até final. Na segunda semana, as coisas começaram a melhorar, mas sofri uma pancada nas costas e nas últimas três etapas tive de abrandar o andamento. O facto de estar perto dos 10 primeiros fez-me ver que ainda tenho velocidade”, explicou o piloto de Barcelos.

Pior sorte na prova teve o seu cunhado, Paulo Gonçalves, de Esposende, que partia com esperanças de terminar nos lugares da frente, mas que teve de abandonar devido a um acidente.

David Megre (KTM) abandonou hoje o rali de todo-o-terreno durante a última etapa, na sequência de uma queda.

O piloto de Coruche foi transportado ao hospital da capital peruana com suspeitas de um pé fraturado.

O luso-germânico Sebastian Bühler (KTM) foi uma das surpresas da prova, ao terminar em 20.º na sua primeira participação. O piloto de 24 anos ficou a 6:54.10 horas do vencedor, terceiro entre os estreantes, segundo mais novo entre os 20 primeiros classificados.

“Senti que evolui a cada dia. O terreno que aqui encontramos é completamente diferente daquele que temos nas provas que disputamos em solo nacional. Aqui há muita navegação fora de pista e muitos waypoints [locais de passagem obrigatória] invisíveis o que torna a navegação mais difícil”, explicou, frisando que o objetivo “era terminar a corrida”.

Fausto Mota (Husqvarna) foi o 29.º, a 11:21.00 horas do vencedor. “Consegui ficar nos trinta primeiros e assim o objetivo foi cumprido. Estou muito contente”, exultou. O piloto radicado há vários anos em Espanha ainda parou para ajudar David Megre, que estava “muito maltratado”.

Miguel Caetano (KTM), que fez a prova toda sem equipa de assistência e logo no ano de estreia, foi o 69.º, a 38:31.22 do primeiro classificado.

Nos Side by Side (SxS), Miguel Jordão (Can-Am) foi o sétimo classificado, segundo entre os estreantes, enquanto o antigo campeão nacional de todo-o-terreno, Ricardo Porém, navegado por Jorge Monteiro (Can-Am), foi o 11.º, depois do quarto lugar na derradeira etapa. Pedro Mello Breyner (Can-Am) terminou em 18.º da categoria.

Nos automóveis, Paulo Fiúza, navegador do russo Boris Garafulic (MINI), terminou na oitava posição, enquanto Bruno Martins, que faz equipa com Rui Ferreira num Can-Am, terminou na 55.ª posição, depois de uma primeira semana difícil, em que passou três dias sem dormir.

O australiano Toby Price (KTM) venceu a competição pela segunda vez na sua carreira (tinha ganho em 2016), enquanto o catari Nasser Al-Attiyah (Toyota) triunfou nos automóveis pela terceira vez (depois de 2011 e 2015).

A 41.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno terminou hoje em Lima, no Peru, país que acolheu a totalidade da prova, algo inédito.

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