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“Podia ter caído para qualquer equipa, mas o futebol é o acaso, o aleatório”

Declarações após o FC Porto-SC Braga (1-0), da 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado este sábado no Estádio do Dragão, no Porto.

– Abel Ferreira (Treinador do SC Braga): “Não saio contente com o resultado, saio contente com o desempenho da minha equipa, não sempre vence a equipa com o maior ataque. O registo que fica é que não especulamos, dissemos ao que vínhamos, jogámos com as nossas armas, procurámos valorizar o espetáculo.

Faltou fazer golos nas quatro oportunidades flagrantes que tivemos, com duas bolas à trave. Levo daqui a certeza e a convicção da personalidade da nossa equipa. Queríamos levar pontos, demonstrámos isso, mas o FC Porto foi mais feliz e podia ter caído para qualquer equipa, mas o futebol é o acaso, o aleatório.

Eu não prometo vitórias, eu não tenho uma varinha mágica, há vários fatores que interferem com a nossa prestação. O que nos faltou hoje [sábado] aqui foram os golos.

[Sobre a entrada do Wilson Eduardo] Queríamos aproveitar a fragilidade do FC Porto pelo lado esquerdo, sabia que o Corona tem feito a posição, mas não é forte defensivamente. O jogo foi definido por um lance de bola parada na segunda bola. A injustiça no jogo é sempre muito relativa. Temos de continuar fortes e firmes nos nossos princípios. As derrotas exigem muito foco, disciplina e rigor”.

Antes, o treinador dos bracarenses e o guarda-redes Tiago Sá já tinham falado na flash interview.

– Sérgio Conceição (Treinador do FC Porto): “Foi um jogo muito competitivo com uma belíssima equipa. Fomos à procura da felicidade e foi justo.

Esta foi a equipa que jogou há três dias e que marca aos 88 minutos é de louvar o seu espírito, ambição, intensidade e qualidade.

Estamos habituados a estar nesta posição, em primeiro lugar, e gostamos dessa pressão. Defrontámos uma equipa bem organizada, num jogo difícil.

Quando ouvi o Abel a dizer que houve imensas oportunidades não estou de acordo. Tivemos situações que podíamos marcar, tivemos no último terço se definíssemos, melhor podíamos criar mais problemas, mas defrontámos uma equipa bem orientada, com qualidade e boas individualidades. Ainda assim, é muito justa a nossa vitória.

Temos um espírito de grupo fantástico, há uma competitividade sã no nosso plantel. Todos querem jogar, mas todos têm respeito por quem lidera.

Hoje deixei o Héctor Herrera no banco, porque fisicamente não está a 100%. O Otávio entrou e foi decisivo no jogo. Este é o espírito que marca a nossa equipa e balneário e isso me deixa muito feliz.

Somos a equipa no campeonato em que as substituições mais têm sido decisivas em termos de golos e assistências.

Fui vendo o jogo e percebi que no momento precisava de dar mais largura e profundidade, tirei o Maxi e meti o Otávio, lançado o Corona para a posição de lateral.

Procurei com o Otávio que mexesse no jogo e lancei o Héctor para melhorar as transições. Fiz a equipa a ganhar o jogo assim como as substituições.

O SC Braga vai continuar a dar luta, conheço bem o clube, sei a ambição das pessoas, é um clube bem organizado e muito bem orientado, com jogadores acima da média, para o nosso campeonato. Foi uma excelente propaganda para o futebol português. Foi pena não ter havido mais golos.

Defensivamente estamos mais próximos do que quero, mas ainda há coisas a melhorar, porque jogámos com adversários de qualidade. A base do sucesso tem a ver com a consistência defensiva”.

O treinador dos portistas e o marcador do golo, Soares, já tinham falado na flash interview.

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